Policiais militares presos por estupro já haviam agredido a mesma vítima

Dois policiais militares foram presos preventivamente suspeitos de estupro contra uma mesma vítima, que já havia sido agredida por eles em ocorrências anteriores, segundo informações divulgadas pelo Ministério Público. O caso veio a público após denúncia formal da vítima e de testemunhas.

De acordo com as investigações, os crimes teriam ocorrido durante abordagens policiais na região metropolitana de Salvador, Bahia. A vítima, cuja identidade é preservada, relatou abusos repetidos e agressões físicas. Os policiais, que não tiveram os nomes revelados, foram afastados das atividades operacionais e estão detidos em unidade militar, aguardando decisão judicial.

A Polícia Militar informou, por meio de nota, que instaurou inquérito administrativo para apurar a conduta dos agentes e que está colaborando integralmente com a investigação civil. A corporação também reforçou seu compromisso com a apuração rigorosa de desvios de conduta.

O crime de estupro está previsto no Código Penal Brasileiro, com pena de 6 a 10 anos de reclusão, podendo ser aumentada se praticado por agente público no exercício da função, conforme o artigo 226. A Justiça determinou a prisão preventiva dos militares, considerando a gravidade dos fatos e o risco de reiteração.

O caso reacende o debate sobre abuso de poder e violência sexual praticada por agentes de segurança pública. Entidades de direitos humanos acompanham o processo e cobram transparência nas investigações. A população da região acompanha com atenção os desdobramentos.

A reportagem continuará monitorando o caso. Para mais notícias, acesse nossa página inicial ou a seção Crime.