Preço da carne sobe 11,6% no mês de setembro na Bahia

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou uma elevação significativa no preço da carne na Bahia. A alta de 11,6% registrada em setembro superou a média nacional, colocando o estado entre os mais impactados pela inflação das proteínas no período.

A carne bovina foi o grande destaque da pressão inflacionária no estado. O percentual reflete uma combinação de fatores: a entressafra do boi gordo reduziu a oferta de animais para abate, enquanto os custos de produção, especialmente os insumos para ração animal (milho e soja), continuaram em alta no mercado internacional.

Impacto no orçamento das famílias baianas

O reajuste pesou diretamente no bolso do consumidor. Cortes populares como o acém, a alcatra e o patinho foram os que mais subiram, levando muitas famílias a buscar alternativas mais baratas, como frango e ovos, ou a reduzir a quantidade comprada. Em um cenário de juros elevados e endividamento, a alta de 11,6% na carne representa um desafio adicional para o planejamento financeiro das famílias.

Comparação com a média nacional

Enquanto a inflação geral do IPCA desacelerou em setembro, o grupo de alimentos continuou pressionado. Na Bahia, a variação do preço da carne ficou bem acima da média do país, que foi de aproximadamente 5% a 6% no mesmo período, de acordo com analistas. Esse cenário acendeu um sinal de alerta para a economia doméstica e para o poder de compra do baiano.

Perspectivas para os próximos meses

De acordo com especialistas do setor pecuário, a expectativa é de que os preços comecem a se estabilizar a partir de outubro, com a melhora das condições climáticas e a recuperação das pastagens. A recomposição plena da oferta deve ocorrer de forma gradual, acompanhando o ciclo pecuário.

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