Preço da gasolina cai nos postos em meio a pandemia de coronavírus

A pandemia de coronavírus, declarada pela OMS em março de 2020, trouxe impactos profundos na economia global, e um dos setores mais afetados foi o de petróleo e combustíveis. No Brasil, os motoristas puderam observar uma queda significativa no preço da gasolina nos postos, um reflexo direto da crise sanitária e econômica.

Por que o preço caiu?

Com o avanço do vírus, medidas de lockdown e isolamento social foram adotadas em diversos países, reduzindo drasticamente a mobilidade urbana e o transporte de cargas. A demanda global por petróleo despencou, levando a uma guerra de preços entre Rússia e Arábia Saudita e fazendo o barril do petróleo tipo Brent atingir mínimas históricas, chegando a valores negativos nos futuros nos EUA. Essa desvalorização no mercado internacional foi repassada, com certo atraso e parcialmente, às refinarias e, consequentemente, aos postos de combustíveis no Brasil.

O impacto no bolso do consumidor

De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina comum no Brasil chegou a cair mais de 20% em algumas regiões durante os meses mais críticos da pandemia, em abril e maio de 2020. Em diversas cidades, o litro foi encontrado por valores abaixo de R$ 3,00, uma realidade muito diferente dos anos anteriores e do período pós-pandemia.

A alta que veio depois

Com a flexibilização das restrições e a retomada gradual das atividades econômicas, a demanda por combustíveis voltou a crescer. Aliado a isso, a desvalorização do real frente ao dólar e a política de preços da Petrobras (PPI) fizeram com que os preços voltassem a subir fortemente a partir do final de 2020 e início de 2021, gerando novas preocupações para a população.

Este período de queda nos preços foi um respiro para o orçamento das famílias brasileiras em um momento de tanta incerteza.