Preço do diesel cai pela terceira semana seguida, indica ANP

O preço do diesel voltou a cair no Brasil, marcando a terceira semana consecutiva de redução, de acordo com o levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A tendência de queda é observada em todas as regiões do país e traz alívio para motoristas, transportadores e o setor produtivo.

A sequência de quedas reflete uma combinação de fatores favoráveis. O preço internacional do petróleo apresentou desaceleração nas últimas semanas, influenciado por incertezas sobre a demanda global e pelo aumento da oferta por parte dos países membros da OPEP+. Além disso, a política de preços de paridade internacional (PPI) da Petrobras tem acompanhado o movimento, repassando as reduções para as refinarias. A valorização do real frente ao dólar também contribuiu para tornar o combustível mais barato no mercado interno.

O diesel é o principal combustível do Brasil, utilizado em grande escala no transporte de cargas, no agronegócio e no transporte público. A redução consecutiva do seu preço tende a diminuir os custos logísticos, o que pode ajudar a conter a inflação, especialmente no preço dos alimentos. Associações do setor de transportes já manifestaram otimismo com a trajetória de queda, mas alertam que a volatilidade cambial e as tensões geopolíticas ainda representam riscos.

A ANP divulga semanalmente os preços médios coletados em postos de combustível de todo o país. Embora a queda tenha sido generalizada, as regiões Norte e Nordeste ainda apresentam valores médios mais altos devido aos custos de distribuição. No Sudeste e Sul, os preços estão mais próximos da média nacional. O litro do diesel comum, que estava em patamares elevados nas semanas anteriores, agora recua para valores mais acessíveis.

Se a tendência de queda se mantiver, o país poderá ver uma melhora nos indicadores de inflação e um alívio no custo de vida da população. No entanto, especialistas recomendam cautela, já que o mercado de petróleo é altamente volátil e sujeito a choques externos. A ANP continuará monitorando os preços e divulgando atualizações semanais.

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