Prefeituras montam esquemas especiais de transporte durante greve de rodoviários de empresas da RMS

A paralisação dos rodoviários de empresas que operam na Região Metropolitana de Salvador (RMS) levou as prefeituras dos municípios afetados a montarem esquemas especiais de transporte para reduzir os transtornos à população. A greve, iniciada no início desta semana, atinge linhas intermunicipais e impacta milhares de usuários em cidades como Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Simões Filho e Dias d'Ávila.

Em Lauro de Freitas, a prefeitura instituiu uma operação emergencial com ônibus extras e reforço de linhas nos bairros de maior demanda, como Vilas do Atlântico, Capelão, Centro e Bairro dos Bancários. A Secretaria de Educação disponibilizou parte da frota escolar para complementar o transporte público, especialmente para estudantes e trabalhadores da saúde. Também foram firmadas parcerias com vans e transporte complementar para atender áreas rurais e localidades afastadas.

Na capital baiana, a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) ampliou a oferta do metrô e integrou as estações com ônibus municipais. O metrô passou a operar com trens extras nos horários de pico, e as estações de integração como Lapa, Pirajá e Acesso Norte tiveram reforço no número de ônibus. A prefeitura orienta os usuários a consultarem os aplicativos oficiais e os painéis informativos nos terminais. O esquema especial inclui ainda a ativação de linhas circulares emergenciais nos bairros mais populosos.

Camaçari e Simões Filho também implementaram planos emergenciais. Em Camaçari, a prefeitura criou linhas especiais ligando os bairros aos polos industriais e ao centro da cidade, com foco no deslocamento de trabalhadores. Em Simões Filho, houve reforço nas linhas que conectam o município a Salvador, especialmente nos horários de pico. Ambas as cidades disponibilizaram canais de atendimento para esclarecer dúvidas sobre itinerários e horários.

Os rodoviários reivindicam reajuste salarial, aumento do vale-alimentação e melhores condições de trabalho. A categoria também pede o fim da terceirização e um plano de carreira. As negociações com o sindicato patronal ainda não chegaram a um acordo, e a assembleia da categoria indicou forte adesão à paralisação. As prefeituras, por sua vez, acompanham as negociações e buscam alternativas jurídicas para garantir o serviço mínimo à população.

Recomenda-se que os passageiros busquem informações atualizadas nos sites das prefeituras e nas redes sociais das secretarias de transporte. A Rádio Panorama FM 87,9 continua acompanhando o movimento e trará novas informações assim que houver desdobramentos. Para mais notícias sobre transporte e utilidade pública, acesse a página de Utilidade Pública ou volte à página inicial.