Preso na Suíça, José Maria Marin diz que sabia de crimes na Fifa
O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, preso na Suíça em 2015 durante a operação do FBI que investigou corrupção na Federação Internacional de Futebol (Fifa), afirmou em declarações recentes que sabia da existência de crimes na entidade. Marin, que também foi governador de São Paulo, sempre negou envolvimento direto no esquema.
Marin foi detido em um hotel em Zurique dias antes da eleição presidencial da Fifa, sob acusações de participação em um esquema de subornos envolvendo contratos de direitos de transmissão e marketing esportivo. Extraditado para os Estados Unidos, ele respondeu na Justiça americana e foi condenado em primeira instância. Em suas falas mais recentes, o ex-dirigente reconheceu que tinha conhecimento de irregularidades na Fifa, mas afirmou não ter sido um dos líderes do esquema.
“Eu sabia que havia coisas erradas, mas não era o mentor”, disse Marin, que cumpre prisão domiciliar nos EUA enquanto recorre da sentença. O caso de Marin é um dos mais emblemáticos da operação que abalou o futebol mundial, resultando na queda de altos executivos da Fifa e em reformas na governança da entidade.
A prisão de Marin e as revelações sobre a corrupção na Fifa tiveram impacto profundo no esporte, levando à adoção de medidas de transparência e à saída de dirigentes de longa data. A defesa do ex-presidente da CBF argumenta que ele não teve participação ativa em nenhum ato ilícito e que foi condenado com base em testemunhos de colaboradores.
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