Primeira etapa de campanha de vacinação contra febre aftosa começa na segunda-feira na BA

A primeira etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa tem início na próxima segunda-feira em toda a Bahia. A ação, coordenada pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), tem como objetivo imunizar bovinos e bubalinos de todas as idades em todo o estado. Produtores rurais de todos os municípios baianos devem ficar atentos ao calendário oficial e providenciar a compra da vacina em revendas agropecuárias credenciadas.

A febre aftosa é uma doença viral altamente contagiosa que afeta animais de casco fendido, como bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos e suínos. A ocorrência da doença pode causar sérios prejuízos econômicos ao setor pecuário, comprometendo a produtividade do rebanho e restringindo a comercialização de animais e seus derivados tanto no mercado interno quanto no externo. Por isso, a vacinação periódica é essencial para a manutenção do status sanitário do estado e do país.

Detalhes da campanha

A campanha de vacinação contra a febre aftosa na Bahia é realizada em duas etapas anuais. A primeira etapa, que agora se inicia, abrange todos os bovinos e bubalinos, independentemente da idade dos animais. A segunda etapa, prevista para o segundo semestre, tem como foco principal os animais de até 24 meses.

Durante o período definido pela ADAB, os criadores devem vacinar todo o rebanho existente em suas propriedades. A vacinação é a principal ferramenta de prevenção contra a doença e sua execução dentro dos prazos estabelecidos é fundamental para proteger a saúde dos animais e garantir a qualidade da produção pecuária baiana.

A Bahia, assim como grande parte do Brasil, é reconhecida internacionalmente como área livre de febre aftosa com vacinação. Esse reconhecimento, que abre portas para a exportação de carne e derivados, depende diretamente da adesão maciça dos produtores às campanhas oficiais de vacinação.

Quem deve vacinar

Todos os produtores rurais que possuem bovinos e bubalinos em suas propriedades, em qualquer município baiano, são obrigados a vacinar seus animais durante o período da campanha. A obrigatoriedade se aplica independentemente do tamanho do rebanho, seja ele de corte, leiteiro ou de criação mista.

Após a vacinação, o produtor deve realizar a declaração obrigatória junto à ADAB, apresentando a nota fiscal de compra da vacina e informando a quantidade de animais vacinados. A declaração pode ser feita presencialmente em um dos escritórios da ADAB espalhados pelo estado ou através do sistema online disponível no site oficial do órgão.

O produtor que deixar de vacinar ou não realizar a declaração dentro do prazo estabelecido está sujeito a multas e outras sanções administrativas, além de ficar com a situação sanitária da propriedade irregular, o que pode impedir a emissão de Guias de Trânsito Animal (GTA) e a participação em programas de incentivo.

Orientações para a vacinação

A vacina contra febre aftosa deve ser adquirida exclusivamente em revendas agropecuárias credenciadas, com nota fiscal. É fundamental que o produto seja mantido sob refrigeração adequada, entre 2°C e 8°C, desde a compra até o momento da aplicação. O transporte deve ser feito em caixa térmica com gelo reciclável ou gelo comum para garantir a conservação do imunizante.

No momento da aplicação, o produtor deve seguir rigorosamente as instruções do fabricante quanto à dosagem e via de administração. Recomenda-se utilizar agulhas descartáveis, uma para cada animal, para evitar a transmissão de outras doenças. O local da aplicação deve ser limpo e desinfetado, e os animais devem ser manejados com cuidado para evitar estresse e acidentes.

Após a vacinação, é importante observar os animais para identificar possíveis reações adversas, como inchaço no local da aplicação, febre ou queda na produção de leite. Em caso de dúvidas ou intercorrências, o produtor deve procurar orientação técnica de um médico veterinário ou entrar em contato com a ADAB por meio de seus canais oficiais.

Importância econômica e sanitária

A febre aftosa é considerada uma das doenças mais temidas na pecuária mundial. Sua ocorrência pode levar à paralisação das exportações de carne e derivados, gerando prejuízos bilionários ao setor produtivo. O Brasil, como um dos maiores produtores e exportadores de carne bovina do mundo, investe continuamente na manutenção do status sanitário livre da doença com vacinação.

A participação de cada produtor na campanha de vacinação é fundamental para proteger o rebanho nacional e garantir a competitividade do país no mercado internacional. Além disso, a vacinação protege o sustento de milhares de famílias que dependem direta ou indiretamente da pecuária na Bahia e em todo o Brasil.

A manutenção do status sanitário traz benefícios concretos para toda a cadeia produtiva: acesso a mercados internacionais mais exigentes, agregação de valor aos produtos, geração de empregos no campo e na indústria, e desenvolvimento econômico das regiões produtoras.

Perguntas frequentes

Quem precisa vacinar os animais?

Todos os criadores de bovinos e bubalinos na Bahia, independentemente do tamanho do rebanho ou da finalidade da criação.

Qual o período da campanha?

A primeira etapa começa na próxima segunda-feira e segue durante o mês, conforme o calendário oficial divulgado pela ADAB para cada região do estado.

Onde comprar a vacina?

A vacina deve ser adquirida em revendas agropecuárias credenciadas, com nota fiscal. É importante verificar se o estabelecimento é autorizado pela ADAB.

Como declarar a vacinação?

A declaração pode ser feita presencialmente nos escritórios da ADAB em todo o estado ou através do sistema online. É necessário apresentar a nota fiscal de compra e informar o número de animais vacinados.

O que acontece se não vacinar?

O produtor está sujeito a multas, fica com a situação sanitária da propriedade irregular e pode ter restrições para emissão de Guias de Trânsito Animal e participação em programas oficiais.

A vacina tem custo?

Sim, a vacina é paga e o valor varia conforme a região e o estabelecimento credenciado. O investimento é considerado baixo diante dos prejuízos que um foco da doença poderia causar.