O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, foi internado no Hospital St Thomas, em Londres, no dia 5 de abril de 2020, após apresentar sintomas persistentes da Covid-19. Johnson havia testado positivo para o novo coronavírus em 27 de março, dez dias antes da internação, e cumpria isolamento na residência oficial de Downing Street. No entanto, como a febre e a tosse não cediam, por recomendação médica ele foi levado ao hospital como medida de precaução.
No dia seguinte à internação, o quadro de Johnson piorou e ele foi transferido para a unidade de terapia intensiva (UTI). Recebeu oxigênio suplementar e foi tratado com remdesivir, um medicamento antiviral ainda em fase experimental na época, além de corticoides. A equipe médica acompanhou de perto sua evolução. O premier permaneceu três dias na UTI e, no dia 9 de abril, retornou à enfermaria.
Johnson recebeu alta hospitalar no dia 12 de abril e foi levado para Chequers, a residência de campo dos primeiros-ministros britânicos, para completar a recuperação. Em um vídeo divulgado após a alta, ele declarou que os médicos do NHS (sistema público de saúde do Reino Unido) “salvaram sua vida” e que não podia agradecê-los o suficiente. O premier retomou suas funções no final de abril, após se recuperar totalmente da doença.
A internação de Boris Johnson foi um dos momentos mais dramáticos da pandemia de Covid-19 no Reino Unido. O episódio destacou que o vírus podia afetar gravemente pessoas de todas as idades e condições, inclusive líderes mundiais. Na época, o Reino Unido enfrentava um aumento acentuado de casos e mortes, e o país estava sob lockdown desde 23 de março.
Após se recuperar, Johnson passou a adotar uma postura mais cautelosa em relação à pandemia, apoiando medidas de distanciamento social e acelerando a campanha de vacinação quando as vacinas se tornaram disponíveis. O caso serviu como alerta global sobre a seriedade da Covid-19 e influenciou a percepção pública sobre a necessidade de prevenção.