Regina Duarte é exonerada da Secretaria de Cultura do governo Bolsonaro

A atriz Regina Duarte foi exonerada do cargo de secretária especial de Cultura do governo Jair Bolsonaro. A saída foi oficializada em uma edição extra do Diário Oficial da União (DOU) no dia 20 de maio de 2020. Ela estava à frente da pasta desde o dia 4 de março daquele mesmo ano.

Regina Duarte, conhecida nacionalmente por papéis marcantes na televisão, como a "Namoradinha do Brasil", assumiu a Secretaria de Cultura em um momento de grande turbulência. Ela substituiu Roberto Alvim, que foi demitido após se envolver em polêmicas. Sua gestão foi marcada por tentativas de alinhamento ao discurso do presidente, mas também por episódios controversos, como a participação em uma live ao lado de Jair Bolsonaro defendendo o isolamento vertical contra a pandemia de Covid-19, o que gerou forte repercussão negativa e a remoção do vídeo das redes sociais.

A exoneração de Regina Duarte já era esperada nos bastidores de Brasília. A atriz enfrentava dificuldades para dialogar com o setor cultural e com as demais esferas do governo. Sua saída ocorreu em meio a uma reforma ministerial, onde a Secretaria de Cultura foi extinta e transformada em uma pasta vinculada ao Ministério do Turismo, que passou a ser comandada pelo ator e youtuber Mário Frias. A decisão foi publicada no DOU e pegou muitos aliados de surpresa, embora os rumores de sua demissão já circulassem há semanas.

A reação à demissão de Regina Duarte foi imediata nas redes sociais e nos veículos de imprensa. Enquanto apoiadores do governo lamentaram sua saída, críticos apontaram que sua gestão foi marcada por uma série de falhas de comunicação e pela falta de propostas concretas para o setor cultural, que já sofria com cortes orçamentários e os efeitos da pandemia. Artistas e produtores culturais receberam a notícia com cautela, aguardando os próximos passos da nova gestão de Mário Frias.

A breve passagem de Regina Duarte pela Secretaria de Cultura simbolizou as dificuldades do governo Bolsonaro em estabelecer uma política cultural coesa e dialogar com a classe artística. Sua história na pasta se tornou mais um capítulo controverso na relação entre o governo federal e a cultura no Brasil.