Registro de armas de fogo caiu 82% em 1 ano no Brasil
O registro de armas de fogo no Brasil caiu 82% em um ano, conforme dados oficiais compilados pelo Sistema Nacional de Armas (Sinarm). A queda expressiva reflete as mudanças na política de controle de armas implementadas pelo governo federal a partir de 2023.
Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Justiça, entre 2023 e 2024 o número de novos registros de armas para cidadãos comuns reduziu drasticamente. Enquanto em 2023 ainda eram registrados milhares de armas por mês, em 2024 os números despencaram para patamares mínimos. A redução de 82% é atribuída ao decreto que restringiu a compra de armas e munições, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em julho de 2023.
O decreto atualizou regras para o registro, a posse e a comercialização de armas de fogo, revogando diversas flexibilizações adotadas pelo governo anterior. Entre as medidas estão a limitação da aquisição de armas de uso permitido, o aumento do controle sobre clubes de tiro e a exigência de comprovação de necessidade efetiva para o porte.
Impacto na segurança pública
Especialistas em segurança pública apontam que a queda nos registros pode contribuir para a redução da circulação de armas legais, mas ressaltam que o impacto na criminalidade depende de ações integradas de fiscalização e combate ao armamento ilegal. Organizações da sociedade civil elogiaram a medida como um passo para o desarmamento, enquanto setores ligados à defesa do armamento civil criticam a restrição ao direito de autodefesa.
A tendência é que o número de registros continue baixo nos próximos meses, caso as regras atuais sejam mantidas. O governo federal sinalizou que pretende avançar com novas medidas de controle, incluindo um plano nacional de segurança pública com foco em armas ilegais.
Para quem deseja manter o registro regularizado, é importante ficar atento às atualizações normativas e aos prazos de recadastramento determinados pela Polícia Federal.