Saldo de mortos em explosão no Líbano passa de 100; há 4.000 feridos
Uma enorme explosão no Líbano resultou em mais de 100 mortos e aproximadamente 4.000 feridos, segundo as autoridades locais. A explosão ocorreu no porto de Beirute, capital do país, e foi causada pelo armazenamento inadequado de nitrato de amônio em um galpão do porto.
O nitrato de amônio estava armazenado no local desde 2014, sem as devidas condições de segurança, apesar de alertas anteriores de fiscais e autoridades portuárias. A explosão gerou uma cratera de dezenas de metros e foi ouvida a centenas de quilômetros de distância, sendo registrada como um tremor de magnitude 3,3 na escala Richter.
O impacto destruiu edifícios inteiros, danificou infraestrutura e deixou milhares de pessoas desabrigadas. Hospitais da região ficaram lotados, com feridos sendo atendidos em corredores, enquanto equipes de resgate de diversos países, como França, Alemanha e Catar, foram enviadas para ajudar nas buscas por sobreviventes e prestar assistência médica.
O governo libanês decretou estado de emergência e pediu apoio internacional. Organizações humanitárias, como a Cruz Vermelha e a ONU, mobilizaram recursos para atender os feridos e fornecer alimentos, água e abrigo às famílias afetadas.
A comunidade internacional reagiu rapidamente. Líderes mundiais expressaram solidariedade ao Líbano, e diversos países enviaram ajuda humanitária, como equipes de resgate, suprimentos médicos e doações financeiras. A França enviou um hospital de campanha e especialistas em desastres químicos.
A tragédia ocorre em meio a uma grave crise econômica e política que o país já enfrentava, com inflação elevada, desemprego e instabilidade. A explosão agravou ainda mais a situação, gerando comoção mundial.
A pressão popular cresceu após a explosão, com protestos nas ruas de Beirute e de outras cidades libanesas. O governo enfrentou fortes críticas pela negligência no armazenamento do nitrato de amônio, o que levou o primeiro-ministro Hassan Diab a anunciar a renúncia de seu gabinete semanas depois.
Investigações iniciais apontam negligência no armazenamento do material explosivo. O caso reacendeu o debate sobre a segurança no manuseio de substâncias perigosas em áreas urbanas.
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