Sexta, 22 de Maio de 2020 – 15:00 OMS passa a considerar América Latina epicentro da pandemia; Brasil preocupa
Na sexta-feira, 22 de maio de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que a América Latina se tornou o novo epicentro da pandemia de COVID-19. Em coletiva de imprensa em Genebra, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o número de casos na região crescia rapidamente, com destaque para o aumento expressivo no Brasil.
O Brasil, maior país da América Latina, registrava uma aceleração preocupante no número de infectados e mortes, o que acendeu alerta em organismos internacionais. A falta de uma coordenação nacional unificada de isolamento social e a resistência de lideranças políticas às recomendações sanitárias contribuíram para a disseminação do vírus, apontaram especialistas.
A OMS reiterou a importância de testagem em massa, rastreio de contatos e isolamento de casos confirmados. Tedros enfatizou que a América Latina ainda tinha janela de oportunidade para achatar a curva, desde que medidas agressivas fossem tomadas imediatamente.
Diversos estados brasileiros, como Amazonas, Pará e São Paulo, enfrentavam colapso no sistema de saúde, com hospitais superlotados e falta de leitos de UTI. A pandemia expôs desigualdades regionais profundas e a vulnerabilidade de populações indígenas e comunidades periféricas.
A declaração da OMS representou um marco na crise sanitária global e serviu de alerta para que governos latino-americanos intensificassem as ações contra o novo coronavírus. O Brasil, como maior país da região, tornou-se foco de preocupação internacional, e o cenário continuaria a evoluir nas semanas seguintes, consolidando a América Latina como um dos epicentros da pandemia no mundo.
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