Três são presos em operação da Polícia Civil da Bahia contra empresa que deixou de entregar respiradores a estados do Nordeste

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta quarta-feira (15), uma operação que resultou na prisão de três suspeitos de envolvimento em um esquema de fraude contratual. De acordo com as investigações, conduzidas pelo Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Draco), a empresa alvo recebeu verbas de estados nordestinos para a aquisição de respiradores durante o período crítico da pandemia, mas não entregou os equipamentos conforme estabelecido em contrato.

Segundo apurado, a empresa venceu licitações em pelo menos três estados do Nordeste. Após receber os pagamentos, a companhia não cumpriu o cronograma de entrega, deixando unidades de saúde desabastecidas de equipamentos essenciais para o tratamento de pacientes graves. O prejuízo estimado aos cofres públicos é milionário.

Durante a operação, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos, localizados em Salvador e na Região Metropolitana. Documentos, computadores e celulares foram apreendidos para aprofundar as investigações. Os três presos foram encaminhados para a sede do Draco, onde prestarão depoimento.

O caso gerou grande repercussão por envolver recursos federais destinados à saúde pública em um momento de extrema necessidade. A falta dos respiradores comprometeu a capacidade de atendimento em unidades de terapia intensiva (UTIs) de diversos municípios nordestinos. O Ministério Público Federal (MPF) e o Tribunal de Contas da União (TCU) também acompanham desdobramentos similares em outras regiões do país.

A Polícia Civil não descarta novas fases da operação. Os presos responderão pelos crimes de fraude licitatória, desvio de verbas públicas e associação criminosa. As identidades dos envolvidos não foram divulgadas para não prejudicar o andamento das investigações.