Tubarão de 300 kg é encontrado morto em praia na Bahia e pescadores dividem carne do animal

Um tubarão de aproximadamente 300 kg foi encontrado morto em uma praia no litoral da Bahia. O animal, que chamou a atenção de banhistas e pescadores, teve sua carne dividida entre moradores da região, prática que especialistas alertam ser de alto risco. O animal, que pode ser um tubarão-tigre ou tubarão-cabeça-chata, ambas espécies comuns no litoral baiano, causou comoção entre os frequentadores da praia.

Segundo relatos, o tubarão apareceu na areia já sem vida, possivelmente vítima de encalhe ou causas naturais. Pescadores locais aproveitaram a situação para retirar pedaços da carne, que foi distribuída entre famílias da comunidade. De acordo com moradores, a carne foi dividida entre várias famílias, que pretendiam utilizá-la para consumo próprio.

No entanto, biólogos e órgãos de vigilância sanitária reforçam que o consumo de carne de animais encontrados mortos sem origem conhecida pode representar sérios riscos à saúde. “A carne pode conter toxinas acumuladas, parasitas ou bactérias que causam doenças graves”, explica um especialista. “Além disso, o estado de decomposição nem sempre é visível.” Entre os riscos estão a contaminação por metais pesados, como mercúrio, e a presença de microorganismos patogênicos que podem provocar intoxicação alimentar.

A orientação é que, ao encontrar um animal marinho morto na praia, a população não manipule nem consuma a carne, e acione as autoridades locais, como a Defesa Civil ou a Secretaria de Meio Ambiente. Em caso de encalhe de animais marinhos, o ideal é acionar o Projeto de Monitoramento de Praias (PMP) ou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

Casos como este não são incomuns no litoral brasileiro. As autoridades reforçam a importância da educação ambiental para evitar acidentes e problemas de saúde pública. O episódio reacende o debate sobre a segurança alimentar e a necessidade de fiscalização nas praias brasileiras.

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