Ucrânia e Rússia retomam nesta terça (29), na Turquia, discussões por acordo de paz

Ucrânia e Rússia retomam nesta terça-feira (29) as negociações para um acordo de paz, mediadas pela Turquia. A reunião ocorre em Istambul e tem como objetivo buscar um cessar-fogo e garantias de segurança mútuas.

O conflito entre os dois países completa mais de um mês desde o início da invasão russa em 24 de fevereiro. As conversas anteriores, realizadas em fevereiro na Turquia, não avançaram significativamente. Desta vez, as delegações discutem um possível acordo de neutralidade para a Ucrânia, com garantias internacionais de segurança. A neutralidade significaria que a Ucrânia não se juntaria a alianças militares como a Otan, uma das principais exigências da Rússia.

As delegações ucraniana e russa chegaram a Istambul na segunda-feira (28) para preparar o terreno. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a prioridade é um cessar-fogo imediato e garantias concretas de segurança. Já a Rússia busca o reconhecimento da neutralidade ucraniana e a desmilitarização do país. A Turquia, que mantém boas relações com ambas as nações, atua como mediadora. O presidente turco Recep Tayyip Erdogan tem defendido uma solução diplomática para o conflito e oferecido Istambul como palco para as negociações. A posição geopolítica da Turquia, membro da Otan e vizinha dos dois países, a torna um interlocutor privilegiado.

A ONU e outros países ocidentais acompanham as negociações com expectativa. A comunidade internacional espera avanços concretos para aliviar a crise humanitária, que já deslocou milhões de ucranianos. O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu que as partes priorizem a proteção de civis. Os chanceleres da França e Alemanha também manifestaram apoio às conversas e pediram um cessar-fogo imediato.

Espera-se que as discussões durem dois dias. Enquanto isso, os combates continuam no leste da Ucrânia, especialmente nas regiões de Donetsk e Luhansk. Analistas apontam que um cessar-fogo imediato é improvável, mas a retomada do diálogo já é vista como um sinal positivo. A comunidade internacional continuará pressionando por uma solução pacífica. Ucrânia e Rússia também podem discutir a criação de corredores humanitários para evacuação de civis e entrega de ajuda.

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