Universidades brasileiras desenvolvem adesivo que substitui picadas de agulha na aplicação de vacinas

Pesquisadores de universidades brasileiras criaram um adesivo inovador que promete substituir as agulhas tradicionais na aplicação de vacinas. A tecnologia utiliza microagulhas que se dissolvem na pele, liberando a dose vacinal de forma indolor e eficaz.

O adesivo, desenvolvido em parceria com instituições de ciência e tecnologia do país, representa um avanço significativo para a saúde pública, especialmente em campanhas de vacinação em massa. A aplicação é simples: o adesivo é pressionado sobre a pele por alguns segundos e, em seguida, descartado. As microagulhas, feitas de materiais biocompatíveis, se dissolvem sem causar dor ou desconforto.

Uma das principais vantagens do novo método é a eliminação da necessidade de refrigeração para armazenamento das vacinas, já que o adesivo pode ser mantido em temperatura ambiente por longos períodos. Isso facilita o transporte e a distribuição para regiões remotas, onde a cadeia de frio é um desafio logístico.

Além disso, a aplicação por adesivo reduz o risco de acidentes com perfurocortantes e pode ser autoadministrada, dispensando a presença de um profissional de saúde treinado. Para pessoas com fobia de agulhas, a novidade também representa um alívio.

Os estudos ainda estão em fase de testes, mas os resultados iniciais são promissores. Os pesquisadores acreditam que a tecnologia poderá ser aplicada em diversas vacinas, incluindo as contra a gripe, hepatite e covid-19.

A inovação coloca o Brasil na vanguarda de uma tendência global de vacinação sem agulhas. Outros países também investigam sistemas similares, mas o adesivo brasileiro se destaca pelo baixo custo e pela facilidade de produção em escala nacional.

As microagulhas têm comprimento suficiente para atravessar a camada córnea da pele sem atingir terminações nervosas, garantindo aplicação indolor. A vacina liofilizada é incorporada às microagulhas e se dissolve em segundos após o contato com a pele.

Os protótipos já demonstraram segurança e eficácia em testes pré-clínicos. As próximas etapas envolvem ensaios clínicos ampliados e o registro do produto junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Se aprovada, a tecnologia pode revolucionar campanhas de vacinação no Brasil e no mundo, permitindo que mais pessoas tenham acesso fácil e rápido às vacinas, especialmente em áreas de difícil acesso.

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