Vilas-Boas revela que médico de Ilhéus utilizou hidroxicloroquina e azitromicina
O ex-titular da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas, afirmou publicamente que um médico atuante no município de Ilhéus, no sul baiano, fez uso da hidroxicloroquina associada à azitromicina no tratamento de pacientes. A revelação ocorreu durante uma entrevista veiculada recentemente, reacendendo o debate sobre a eficácia desses medicamentos no combate à COVID-19.
A hidroxicloroquina, um fármaco utilizado originalmente contra malária, e a azitromicina, um antibiótico comum, ganharam notoriedade mundial em 2020, quando foram propostas como potenciais tratamentos para o novo coronavírus. No Brasil, o uso foi amplamente defendido por autoridades políticas, mas contestado por entidades médicas como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Conselho Federal de Medicina (CFM), que apontaram falta de evidências robustas.
De acordo com Vilas-Boas, o profissional de saúde em questão teria adotado o protocolo em um contexto específico, mas não foram divulgados detalhes sobre a quantidade de pacientes ou os resultados obtidos. A declaração gerou reações diversas, especialmente entre profissionais da região de Ilhéus.
O município de Ilhéus, localizado na região cacaueira da Bahia, possui uma rede de saúde pública e privada que atende a população local. A utilização de medicamentos sem eficácia comprovada levanta preocupações éticas e sanitárias, especialmente no que tange à autonomia médica e às diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Esta não é a primeira vez que o uso da hidroxicloroquina é associado a profissionais baianos. Vilas-Boas, que esteve à frente da secretaria durante a pandemia, já havia se posicionado sobre o tema.
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