“Vivo ou morto”: empresário russo oferece um milhão de dólares pela cabeça de Putin
O empresário russo Alex Konanykhin, radicado nos Estados Unidos, publicou um anúncio nas redes sociais oferecendo uma recompensa de US$ 1 milhão pela captura do presidente da Rússia, Vladimir Putin, “vivo ou morto”. A declaração, postada no LinkedIn, foi rapidamente compartilhada por milhares de usuários e repercutiu em veículos de imprensa ao redor do mundo.
Konanykhin, que construiu sua fortuna no setor bancário russo e vive exilado desde os anos 1990, justifica a oferta como uma reação direta à invasão da Ucrânia. Em seu post, ele classifica Putin como um “criminoso de guerra” e afirma que a recompensa será paga em criptomoedas (USDC) para qualquer pessoa que consiga capturá-lo e entregá-lo à justiça internacional.
“Vladimir Putin é um criminoso de guerra e deve ser tratado como tal. Ofereço 1 milhão de dólares para quem o capturar vivo ou morto”, escreveu o empresário.
Do lado do Kremlin, o porta-voz Dmitry Peskov reagiu com duras críticas, classificando a iniciativa como “extremismo” e uma “ameaça direta ao estado russo”. Especialistas em direito internacional consultados pela imprensa avaliam que, embora a oferta tenha principalmente um impacto simbólico e midiático, ela levanta questões legais sobre incitação ao crime e os limites da liberdade de expressão em contextos de conflito armado.
Desde o início da guerra na Ucrânia, diversas iniciativas privadas têm surgido com o objetivo de pressionar o Kremlin. A oferta de Konanykhin, no entanto, se destaca pela ousadia e pelo valor envolvido. Analistas apontam que a medida tem mais impacto midiático do que prático, mas serve para manter o foco da opinião pública nos desdobramentos do conflito e na responsabilização individual por crimes de guerra.
A iniciativa reflete a forte oposição de parte da elite russa exilada ao governo Putin, e destaca a crescente disposição de atores privados em tentar influenciar os rumos do conflito na Ucrânia, seja por meio de sanções, financiamento de causas ou, neste caso, recompensas polêmicas.