Central de Saúde amanhece com longas filas em Lauro de Freitas, na RMS; pacientes dizem que chegaram na madrugada

A Central de Saúde de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, amanheceu com longas filas na manhã desta quarta-feira. Pacientes relataram que chegaram ainda na madrugada para garantir atendimento, principalmente para consultas e vacinação.

De acordo com moradores, a fila começou a se formar por volta das 3h. "Assim que cheguei, já havia pelo menos 100 pessoas na minha frente", afirmou um paciente que preferiu não se identificar. A unidade abriu as portas às 7h, mas a demora foi grande.

A alta procura pode estar associada à campanha de vacinação contra a dengue e à oferta de consultas com clínico geral. A Central de Saúde é uma das poucas unidades que oferecem atendimento sem agendamento prévio na região.

A campanha de vacinação contra a dengue, iniciada recentemente, tem atraído um grande número de pessoas, especialmente pais com crianças e adolescentes. A vacina é aplicada em duas doses, e muitos buscam garantir a primeira dose o quanto antes, diante do aumento de casos na Bahia.

Pacientes idosos e com crianças relataram dificuldades. "Tive que trazer meu filho e ficamos horas esperando", disse uma mãe. Muitos reclamaram da falta de cadeiras e cobertura.

Além da demora, a falta de sombra e assentos adequados tornou a espera ainda mais desgastante. “A gente fica em pé, debaixo de sol, sem água. Isso é desumano”, comentou outra paciente. A unidade dispunha de apenas algumas cadeiras na área interna, insuficientes para a demanda.

A Prefeitura de Lauro de Freitas, por meio da Secretaria de Saúde, foi procurada pela reportagem, mas ainda não se manifestou sobre o caso. A situação gerou transtornos e reacendeu o debate sobre a infraestrutura de saúde no município.

Moradores ouvidos pela reportagem sugerem que a prefeitura implemente um sistema de distribuição de senhas ou agendamento online para reduzir as filas. “Não é de hoje que a saúde pública em Lauro de Freitas enfrenta dificuldades. Precisamos de ações concretas”, afirmou um líder comunitário.

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