Governo da Ucrânia diz que Rússia quebrou acordo de cessar-fogo

O governo ucraniano denunciou nesta quarta-feira (15 de janeiro de 2025) que a Rússia violou o acordo de cessar-fogo estabelecido na semana passada, que deveria interromper as hostilidades por 72 horas para facilitar a entrega de ajuda humanitária e a troca de prisioneiros.

De acordo com o Ministério da Defesa ucraniano, forças russas bombardearam cidades no leste e sul do país, incluindo Bakhmut, Avdiivka e Kherson, causando pelo menos 12 mortes e dezenas de feridos, além de danos a hospitais e escolas.

O Kremlin negou imediatamente as acusações, afirmando que foi a Ucrânia quem realizou ataques contra posições russas e civis em áreas ocupadas. O porta-voz Dmitry Peskov disse que a Rússia continua comprometida com a paz, mas responderá com firmeza a qualquer provocação.

A ONU e a União Europeia expressaram grave preocupação. O secretário-geral da ONU pediu que ambas as partes retornem à mesa de negociações e respeitem os termos do cessar-fogo. Os Estados Unidos reforçaram seu apoio à Ucrânia e prometeram novas sanções contra a Rússia.

Analistas internacionais temem que o rompimento do cessar-fogo possa levar a uma intensificação dos combates. Desde o início da guerra em 2022, mais de 30 mil civis foram mortos e milhões foram deslocados, segundo a ONU.

A população civil continua sendo a mais impactada. Organizações humanitárias relatam escassez de alimentos, água, eletricidade e assistência médica em várias regiões. A chegada do inverno agrava a situação.

O governo ucraniano afirma que continuará defendendo seu território e busca mais apoio militar e financeiro do Ocidente. Enquanto isso, a Rússia sinaliza que não está disposta a recuar.

O mundo acompanha a situação com apreensão. A esperança de uma trégua duradoura parece cada vez mais distante.

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