O advogado de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras condenado no âmbito da Operação Lava Jato, declarou à imprensa que o réu não celebrará um acordo de delação premiada. A decisão, segundo o defensor, foi tomada após análise criteriosa das provas dos autos e da situação jurídica do cliente.
Cerveró foi preso em 2015 durante a 14ª fase da Lava Jato e condenado por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Desde então, a defesa vem buscando reverter a condenação por meio de recursos no Supremo Tribunal Federal (STF).
A delação premiada, também chamada de colaboração premiada, é um instrumento jurídico que permite ao acusado reduzir a pena em troca de informações relevantes à investigação. A recusa em colaborar pode ser uma estratégia para evitar a admissão de culpa e manter a possibilidade de absolvição nas instâncias superiores.
O advogado afirmou que acredita na inocência de Cerveró e que a defesa continuará demonstrando a fragilidade das acusações. Ele destacou que o cliente prefere enfrentar o julgamento até o fim a ter que admitir crimes que não cometeu.
O caso de Nestor Cerveró é um dos mais emblemáticos da Lava Jato, que investigou corrupção sistêmica na Petrobras. A recusa em delatar pode ter implicações na dosimetria da pena, mas a defesa entende que vale a pena correr o risco.
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