Aumento da demanda faz preço de repelentes no mercado baiano subir até 76,19%

O mercado baiano de repelentes registrou um aumento expressivo nos preços nas últimas semanas, com altas que chegam a 76,19% em alguns produtos. O incremento é reflexo direto da alta demanda impulsionada pelo surto de dengue e outras doenças transmitidas por mosquitos, que elevou a procura por itens de proteção individual.

Segundo levantamento feito junto a distribuidores e farmácias de Salvador e região metropolitana, os preços dos repelentes mais comuns — à base de DEET e icaridina — variam significativamente. Em alguns estabelecimentos, o valor médio de um frasco de 200 ml passou de cerca de R$ 35 para mais de R$ 60, dependendo da marca e do princípio ativo.

Especialistas apontam que fatores como o aumento no custo de matérias-primas, a logística e a própria escalada da produção contribuíram para o repasse ao consumidor. Além disso, a corrida por repelentes, estimulada por campanhas de prevenção à dengue, gerou desabastecimento temporário e novos reajustes.

A orientação para o consumidor é pesquisar bastante antes de comprar, comparar preços em diferentes farmácias e, se possível, recorrer a alternativas como mosquiteiros, telas de proteção e repelentes naturais, embora a eficácia destes últimos seja variável. O uso racional do repelente, respeitando a frequência de reaplicação indicada no rótulo, também ajuda a prolongar a duração do produto.

A Rádio Panorama FM 87,9 continuará acompanhando a evolução dos preços e trazendo informações úteis para a população. Para mais notícias sobre economia e mercado, acesse nossa página de Economia.