Brasil perde 15 posições e é o 105º em ranking da solidariedade

O Brasil caiu 15 posições no ranking mundial da solidariedade e ocupa agora o 105º lugar entre 142 países. A informação é do World Giving Index 2025, elaborado pela Charities Aid Foundation (CAF), que avalia o comportamento solidário das populações ao redor do mundo com base em três pilares: doação de dinheiro, realização de trabalho voluntário e ajuda a estranhos.

O levantamento da CAF utiliza dados da Gallup World Poll e ouviu milhares de pessoas em mais de 140 países. A pesquisa pergunta aos entrevistados se, durante o mês anterior, eles doaram dinheiro para uma instituição, dedicaram tempo a uma organização voluntária ou ajudaram um desconhecido que precisava de ajuda.

A queda de posições reflete um cenário desafiador para o Brasil. A crise econômica e o alto endividamento das famílias brasileiras são fatores que contribuíram diretamente para a redução das doações financeiras. A confiança em instituições, outro pilar importante para o engajamento voluntário, também sofreu abalos nos últimos anos. Mesmo o indicador de ajuda a estranhos, onde o Brasil historicamente se destacava, apresentou uma leve piora.

No topo do ranking da solidariedade estão países como Estados Unidos, Indonésia e Quênia, que mantêm uma forte cultura de doação e trabalho comunitário. O Brasil, por sua vez, ficou atrás de diversos vizinhos latino-americanos, como México, Colômbia e Chile.

O resultado acende um alerta para a importância de se reconstruir a confiança e incentivar a cultura de doação e voluntariado no país. Políticas públicas de incentivo ao terceiro setor e iniciativas de engajamento comunitário podem ser caminhos para que o Brasil recupere as posições perdidas e fortaleça a rede de apoio à população mais vulnerável. O Brasil já ocupou posições muito melhores no ranking, e a recuperação é possível. A retomada do crescimento econômico e o fortalecimento do tecido social são passos essenciais. O ranking não é apenas uma competição entre nações, mas um importante termômetro da saúde social de um país.