Cardiologista alerta para a relação entre COVID-19 e doenças cardiovasculares
A pandemia de COVID-19 evidenciou a forte ligação entre a infecção pelo novo coronavírus e as doenças cardiovasculares. Pacientes que já possuem condições como hipertensão, insuficiência cardíaca, doença arterial coronariana ou arritmias estão entre os mais vulneráveis a complicações graves quando infectados.
Estudos indicam que o SARS-CoV-2 pode invadir as células do miocárdio por meio da enzima conversora de angiotensina 2 (ACE2), desencadeando uma resposta inflamatória intensa. Isso pode resultar em miocardite, pericardite, arritmias cardíacas, trombose e, em casos severos, insuficiência cardíaca.
De acordo com cardiologistas, a tempestade de citocinas gerada pela infecção também contribui para a instabilidade das placas ateroscleróticas, aumentando o risco de infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral. “Por isso, é crucial que pacientes cardíacos mantenham suas medicações em dia e não negligenciem os sinais de alerta”, destaca o especialista.
A vacinação completa contra a COVID-19, incluindo as doses de reforço, é apontada como a principal estratégia de prevenção. Além disso, recomenda-se a manutenção de hábitos saudáveis, controle rigoroso da pressão arterial, glicemia e colesterol, além de acompanhamento médico regular.
Os principais sintomas que merecem atenção são: dor torácica, falta de ar progressiva, palpitações, tontura e inchaço nas pernas. Caso o paciente apresente esses quadros, a busca por atendimento médico imediato é fundamental.
A conscientização sobre a relação entre COVID-19 e a saúde cardiovascular continua sendo uma prioridade para a Sociedade Brasileira de Cardiologia, que orienta a população a não descuidar do coração durante e após a pandemia.