Estados Unidos registra casos de peste negra, doença que matou milhões na Idade Média

As autoridades de saúde dos Estados Unidos confirmaram novos casos de peste bubônica – a temida doença conhecida como Peste Negra – no estado do Oregon. A notícia chama a atenção para uma enfermidade que muitos pensam estar extinta, mas que ainda possui focos naturais em algumas regiões do planeta.

O que é a Peste Negra?

A peste bubônica é uma infecção bacteriana grave causada pela Yersinia pestis. Transmitida por pulgas de roedores, foi responsável pela morte de dezenas de milhões de pessoas na Europa e Ásia durante o século XIV. Hoje, a doença é rara e tratável com antibióticos quando diagnosticada precocemente.

Como ocorre a transmissão?

A transmissão para humanos geralmente ocorre pela picada de pulgas infectadas presentes em roedores silvestres, como esquilos e ratos. O contato com fluidos de animais infectados também representa risco. No caso do Oregon, as autoridades acreditam que a infecção tenha ocorrido através de um gato doméstico que estava doente.

Cenário atual nos EUA

A peste humana é esporádica nos Estados Unidos, com média de cerca de 7 casos por ano, concentrados principalmente em áreas rurais do oeste do país. O CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) monitora a situação e reforça as recomendações de prevenção para moradores e visitantes de regiões com presença de roedores silvestres.

Sintomas e tratamento

Os sintomas da peste bubônica incluem febre alta, calafrios, dores musculares e o aparecimento de gânglios linfáticos inchados e dolorosos (bubões). O tratamento com antibióticos comuns é altamente eficaz se iniciado rapidamente. A orientação médica é procurar atendimento imediato ao apresentar os sintomas, especialmente após exposição a animais ou roedores em áreas de risco.

Considerações

Embora o nome "Peste Negra" cause apreensão, a medicina moderna oferece recursos que tornam a doença controlável. A prevenção, evitando contato direto com roedores e mantendo animais de estimação protegidos contra pulgas, continua sendo a melhor estratégia contra a doença. A vigilância epidemiológica segue fundamental para monitorar a circulação da Yersinia pestis na natureza e garantir uma resposta rápida a possíveis novos casos.