O trágico temporal que atingiu Petrópolis em 2022 deixou um rastro de destruição e um número elevado de vítimas fatais. Diante da complexidade da tragédia, a identificação dos corpos tornou-se um desafio para as autoridades, que recorreram a técnicas avançadas de genética forense para dar respostas às famílias.
Como funciona o exame de DNA na identificação de vítimas
A coleta de material genético dos familiares de desaparecidos é uma etapa crucial. Através de um simples swab (cotonete) bucal, é possível extrair o DNA dos parentes. Este perfil genético é então comparado com o DNA coletado das vítimas. A análise de marcadores genéticos específicos (STRs) permite estabelecer vínculos de parentesco com altíssima confiabilidade.
A importância da doação de amostras
Em desastres como o de Petrópolis, o exame de DNA é, muitas vezes, a única ferramenta capaz de identificar corpos que sofreram danos extensos. Ele oferece um fechamento digno às famílias enlutadas, substituindo a angústia da incerteza pela certeza do laudo pericial. É fundamental que os familiares de pessoas que estavam na área do desastre e continuam desaparecidas procurem as autoridades competentes, como a Polícia Civil e o Instituto Médico Legal (IML), para fornecer amostras de DNA. Quanto mais amostras forem coletadas, maior a chance de identificação.
O trabalho das equipes de perícia
A força-tarefa montada no Rio de Janeiro mobilizou peritos e laboratórios de genética forense para agilizar o processo. A comparação dos perfis genéticos é feita em bancos de dados especializados, que cruzam as informações de forma automatizada para acelerar os resultados. Para cada família que recebe a confirmação da identidade de um ente querido, o exame de DNA representa o fim de uma espera dolorosa e a possibilidade de dar um sepultamento digno.