Hollande confirma queda de avião que ia de Paris para Cairo e não descarta terrorismo
O presidente da França, François Hollande, confirmou nesta quinta-feira (19) que um avião da EgyptAir que fazia a rota Paris-Cairo caiu no Mar Mediterrâneo. Em declaração à imprensa, Hollande afirmou que nenhuma hipótese está descartada, incluindo a de terrorismo.
A aeronave, um Airbus A320 com 66 pessoas a bordo (56 passageiros e 10 tripulantes), desapareceu dos radares por volta das 23h (horário de Brasília) quando sobrevoava o Mediterrâneo, cerca de 10 minutos após entrar no espaço aéreo egípcio. O voo MS804 havia decolado do aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, às 23h09 (horário local) com destino ao Cairo, onde deveria pousar por volta das 3h da manhã (horário local).
Hollande disse que o governo francês está em contato com as autoridades egípcias e que todas as medidas estão sendo tomadas para esclarecer as causas do acidente. "A situação é dramática. Estamos mobilizados para apurar os fatos", declarou o presidente. Ele também anunciou que a França ativou seu centro de crise no Ministério das Relações Exteriores para coordenar o apoio às famílias das vítimas e que navios e aeronaves de patrulha marítima foram enviados para auxiliar nas buscas.
As autoridades egípcias também confirmaram a queda e iniciaram operações de busca e resgate na região do mar Mediterrâneo onde a aeronave teria caído. O governo egípcio mobilizou equipes de salvamento e aviões militares para vasculhar a área. A EgyptAir informou que está prestando assistência aos familiares e que uma comissão de investigação será formada assim que os destroços forem localizados.
O presidente francês ressaltou que, neste momento, é prematuro afirmar as causas do acidente, mas que o terrorismo é uma das hipóteses consideradas. "Nada é descartado, vamos analisar todas as possibilidades", completou. A suspeita de atentado ganhou força em meio ao contexto de tensão internacional: a França ainda se recuperava dos atentados de novembro de 2015 em Paris e mantinha o estado de emergência, enquanto o Egito já havia enfrentado ataques contra alvos civis, incluindo a queda do voo 9268 da Metrojet na península do Sinai, em outubro de 2015, que também levantou suspeitas de terrorismo.
Enquanto as buscas prosseguem, familiares das 66 pessoas a bordo aguardam informações em aeroportos no Cairo e em Paris. A prioridade das autoridades neste momento é localizar os destroços e as caixas-pretas para permitir a identificação das vítimas e determinar as causas do acidente. Hollande pediu cautela e respeito à memória das vítimas, reafirmando o compromisso da França com a transparência das investigações.