PF abre inquérito para apurar se diretor-geral da PRF cometeu prevaricação e violência política

A Polícia Federal (PF) instaurou inquérito para apurar se o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) cometeu os crimes de prevaricação e violência política. O procedimento foi aberto com base em representações enviadas à corporação e está em fase inicial de investigação. Ainda não há indiciados nem conclusão do inquérito.

O crime de prevaricação consiste em retardar ou deixar de praticar ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. Já a violência política abrange condutas que atentem contra a liberdade do voto e o processo eleitoral, podendo configurar abuso de poder. Ambos estão previstos no Código Penal.

A investigação tem relação com operações realizadas pela PRF durante o período eleitoral, que foram alvo de críticas. Na ocasião, a corporação foi acusada de realizar blitzes que dificultaram o deslocamento de eleitores, principalmente em regiões com concentração de apoiadores de candidatos específicos. Essas ações podem ser enquadradas como violência política, caso se comprove intuito de interferir no pleito.

O inquérito busca esclarecer se o diretor-geral da PRF tinha conhecimento das operações e se houve determinação para que fossem realizadas de forma a beneficiar ou prejudicar candidaturas. Caberá à PF analisar documentos, ouvir testemunhas e colher provas.

Especialistas apontam que, se confirmadas as acusações, o diretor-geral poderá responder criminalmente, sujeito a penas que variam de detenção a reclusão, além de perda do cargo. No entanto, até o momento, não há decisão judicial ou conclusão do inquérito.

Acompanhe o desenvolvimento do caso e outras notícias no site da Rádio Panorama FM 87,9. Estamos atentos aos desdobramentos da investigação e manteremos nossos leitores informados.

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