Por risco de fuga, Justiça paraguaia nega pedido de prisão domiciliar para Ronaldinho

A Justiça do Paraguai negou o pedido de prisão domiciliar solicitado pela defesa do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho, sob o argumento de que há risco de fuga. Ronaldinho e seu irmão, Roberto Assis, estão detidos no país desde março de 2020, após serem flagrados com passaportes falsos ao desembarcar em Assunção.

De acordo com a decisão judicial, o ex-camisa 10 da Seleção Brasileira e o irmão permanecerão na Penitenciária Nacional de Emboscada, em Assunção, enquanto aguardam o andamento do processo. A defesa havia solicitado a prisão domiciliar, mas a juíza entendeu que os acusados possuem condições financeiras e contatos internacionais que poderiam facilitar uma eventual fuga.

Ronaldinho e Roberto Assis foram presos em 4 de março de 2020, depois que a polícia paraguaia descobriu que os passaportes usados por eles para ingressar no país eram falsos. O ex-jogador afirmou que recebeu os documentos como presente de um empresário local, sem saber que eram ilegais. O caso gerou grande repercussão internacional e manchou a imagem do atleta, que já havia enfrentado problemas judiciais no Brasil.

Os advogados de Ronaldinho anunciaram que vão recorrer da decisão, mas especialistas acreditam que as chances de sucesso são pequenas, devido ao histórico de descumprimento de medidas cautelares por parte do ex-jogador no Brasil. Enquanto isso, a população paraguaia e a comunidade internacional acompanham o desenrolar do caso, que envolve desde tráfico de influência até o uso de documentos falsificados.

O caso levanta questões sobre a situação carcerária no Paraguai e a forma como celebridades são tratadas pela justiça local. A defesa tenta argumentar que a permanência na prisão representa risco à saúde de Ronaldinho, mas a Justiça paraguaia, por ora, mantém o entendimento de que a segregação cautelar é necessária para garantir o andamento do processo.

Veja mais: Notícias sobre Crime | Página inicial